Vou contar um segredo: Eu não ligo para o Natal! (#prontofalei)
Senta que lá vem história:
No jardim de infância minha professora contou para toda a classe que Papai Noel não existia, eu não lembro desse dia mas dizem por aí que eu achava normal meu pai desaparecer quando o Papai Noel aparecia e a particularidade do nosso Papai Noel ser cor de chocolate (minha mãe conta que cheguei em casa aos prantos). Desde que me lembro do Natal aqui em casa, meu pai se vestia de Papai Noel - e eu contava pras priminhas que era o Meu Pai.
Quando criança eu gostava do Natal, gostava de colocar o bebezinho na manjedoura, cantar e rezar em família, depois ir visitar a outra família, papai se vestir de Papai Noel e entregar os presentes, ganhar brinquedos e tal.
Com o tempo e especialmente depois que o meu avô de pai faleceu, isso foi se perdendo. Já não íamos ver a outra família, meus pais se separaram, minhas irmãs foram saindo de casa e com isso passamos a comemorar menos, cantar menos, e cada vez menos família reunida, seja pela distância, pelo medo de deixar suas casas vazias e chamar possíveis ladrões, enfim. Nos últimos anos já não tinha graça. Para piorar a minha visão do Natal, eu aprendi muito sobre o verdadeiro cristianismo e entendi que o Natal nada tem a ver com o nascimento de Cristo, assim como os símbolos usados remetem a rituais, deuses e símbolos pagãos de séculos atrás. Antes mesmo do nascimento de Jesus.
Isso me levou a ser um pouco radical e me excluir ano passado. Hoje tenho uma visão mais neutra. Sei que não é o nascimento de Jesus que estou comemorando e não vou usar essa data como muitas pessoas fazem: consumindo, distribuindo presentes e fingindo arrepender-se de tudo de errado que fez no ano. Mas entendo que é minha oportunidade de estar próxima da minha família. Passamos por um momento difícil que foi a perda do meu avô, e isso nos leva a refletir no quanto as pessoas significam para nós. Então, se minha avó é católica e vê sentido nessa data, é o momento de fechar um pouco os olhos e sorrir, por estar em família, por estar próximo de quem amo. Pois apesar das perdas sempre temos muito que comemorar.
Então esse ano será de disponibilidade e desligamento de radicalismos. Encontro e equilíbrio.
Em negociação constante, de tudo o que me cerca, compro suas ideias e as transformo...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Denunciar...
Hoje ouvi na rádio uma propaganda sobre o trabalho infantil. E a chamada era: “Para acabar com o trabalho infantil, denuncie”. Afinal infância não é tempo de trabalhar e toda criança deveria estar estudando e brincando.
Recentemente, uma amiga postou no face uma situação muito comum. A vizinha gritava e o bebê chorava e ela sempre escutava algum barulho (a idéia é que a mãe estava agredindo o bebê de menos de um ano) e deixou o questionamento: O que eu faço?
A primeira resposta foi: Denuncie! Porém lendo outros comentários, percebi que essa postura não era unânime, um dos comentários era de uma mulher que havia passado pela mesma situação e ao invés de denunciar, foi lá e simplesmente abraçou a vizinha, em resposta a “mulher violenta” chorou, explicou o que vinha acontecendo e a partir dali se tornaram amigas, e as atitudes da vizinha melhoraram.
Quando ouvi o anuncio hoje na radio, fiquei pensando sobre o assunto e logo me lembrei do post. Afinal, de que adianta denunciar em um país como o Brasil? Penso que as pessoas denunciam pura e simplesmente para tirar o peso de suas costas.
Acho engraçado um povo que vendo um cachorro na rua, posta no face e comove a comunidade toda. Porém quando vê uma criança passa adiante, porque é comum, porque já estamos acostumados, “porque eu não sou mãe dela” O.o. Tenho visto tantas pessoas se movimentando pra arrecadar ração, tantas campanhas para adoção de cães, mas porque não temos as mesmas campanhas para adoção, visitas a abrigos, ajuda a comunidades que necessitam ou programas sociais?
Ok, Peter Singer me chamaria especista, mas atire a primeira pedra quem não é! Vamos lá!
Assumo minha posição enquanto especista, e concordo que também não faço muita coisa pra mudar essa sociedade. Não estou dizendo temos que acabar com as campanhas pelos direitos dos animais, até porque tem muito bicho mais humano que muitos homens que a gente conhece por aí.
Mas o que não entendo é como uma mulher surrar um cão pode gerar mais raiva e repercussão que um pai que estupra a própria filha. Acredito que em muitos casos a questão não é denunciar, repito: denunciar nos dá um senso de cidadania, de estarmos fazendo algo. No entanto eu acredito que na verdade, denunciar nos exime da culpa de não ter feito algo mais incisivo. Porque ao invés de denunciar, eu posso oferecer ajuda a essa família que coloca seus filhos para trabalhar, eu posso conversar com essa mãe que bate nos filhos, posso adotar uma criança se eu quero ter um filho e não me agrada a idéia de gestar e parir. E porque, denunciando, eu não posso ter certeza que essa criança terá uma vida melhor, ou oportunidades melhores. Porque confiamos nos abrigos de pessoas, mas não confiamos nos abrigos de cães? Porque nos sentimos mal por ver um cão para ser adotado e fechamos os olhos para tantas pessoas que também precisam de adoção (social, emocional, financeira)?
E muitas vezes o que as pessoas precisam não é que você as leve pra casa e alimente (se você pode fazer isso ótimo), mas um pouco de sensibilidade, deixamos de nos sensibilizar com o que acontece ao nosso lado. Não festejamos as vitorias das pessoas próximas, se um colega se dá bem no trabalho ficamos com raiva e com aquele sentimento de “porque não eu”. Não questionamos sobre como as pessoas estão. Trocamos o “Como vai” pelo “Tudo bem” induzindo a pessoa a responder tudo bem, não queremos iniciar uma conversa e realmente saber se está bem.
Tenho um vizinho que me pergunta “Como vai?” olhando nos olhos, questionando mesmo. Acho que o tempo de revermos nosso pensamento é sempre, mas já que as pessoas gostam do final de ano para olhar para trás e se arrepender de tudo que não fizeram, que tal olhar para frente e adquirir pequenos hábitos. Só por hoje!
Recentemente, uma amiga postou no face uma situação muito comum. A vizinha gritava e o bebê chorava e ela sempre escutava algum barulho (a idéia é que a mãe estava agredindo o bebê de menos de um ano) e deixou o questionamento: O que eu faço?
A primeira resposta foi: Denuncie! Porém lendo outros comentários, percebi que essa postura não era unânime, um dos comentários era de uma mulher que havia passado pela mesma situação e ao invés de denunciar, foi lá e simplesmente abraçou a vizinha, em resposta a “mulher violenta” chorou, explicou o que vinha acontecendo e a partir dali se tornaram amigas, e as atitudes da vizinha melhoraram.
Quando ouvi o anuncio hoje na radio, fiquei pensando sobre o assunto e logo me lembrei do post. Afinal, de que adianta denunciar em um país como o Brasil? Penso que as pessoas denunciam pura e simplesmente para tirar o peso de suas costas.
Acho engraçado um povo que vendo um cachorro na rua, posta no face e comove a comunidade toda. Porém quando vê uma criança passa adiante, porque é comum, porque já estamos acostumados, “porque eu não sou mãe dela” O.o. Tenho visto tantas pessoas se movimentando pra arrecadar ração, tantas campanhas para adoção de cães, mas porque não temos as mesmas campanhas para adoção, visitas a abrigos, ajuda a comunidades que necessitam ou programas sociais?
Ok, Peter Singer me chamaria especista, mas atire a primeira pedra quem não é! Vamos lá!
Assumo minha posição enquanto especista, e concordo que também não faço muita coisa pra mudar essa sociedade. Não estou dizendo temos que acabar com as campanhas pelos direitos dos animais, até porque tem muito bicho mais humano que muitos homens que a gente conhece por aí.
Mas o que não entendo é como uma mulher surrar um cão pode gerar mais raiva e repercussão que um pai que estupra a própria filha. Acredito que em muitos casos a questão não é denunciar, repito: denunciar nos dá um senso de cidadania, de estarmos fazendo algo. No entanto eu acredito que na verdade, denunciar nos exime da culpa de não ter feito algo mais incisivo. Porque ao invés de denunciar, eu posso oferecer ajuda a essa família que coloca seus filhos para trabalhar, eu posso conversar com essa mãe que bate nos filhos, posso adotar uma criança se eu quero ter um filho e não me agrada a idéia de gestar e parir. E porque, denunciando, eu não posso ter certeza que essa criança terá uma vida melhor, ou oportunidades melhores. Porque confiamos nos abrigos de pessoas, mas não confiamos nos abrigos de cães? Porque nos sentimos mal por ver um cão para ser adotado e fechamos os olhos para tantas pessoas que também precisam de adoção (social, emocional, financeira)?
E muitas vezes o que as pessoas precisam não é que você as leve pra casa e alimente (se você pode fazer isso ótimo), mas um pouco de sensibilidade, deixamos de nos sensibilizar com o que acontece ao nosso lado. Não festejamos as vitorias das pessoas próximas, se um colega se dá bem no trabalho ficamos com raiva e com aquele sentimento de “porque não eu”. Não questionamos sobre como as pessoas estão. Trocamos o “Como vai” pelo “Tudo bem” induzindo a pessoa a responder tudo bem, não queremos iniciar uma conversa e realmente saber se está bem.
Tenho um vizinho que me pergunta “Como vai?” olhando nos olhos, questionando mesmo. Acho que o tempo de revermos nosso pensamento é sempre, mas já que as pessoas gostam do final de ano para olhar para trás e se arrepender de tudo que não fizeram, que tal olhar para frente e adquirir pequenos hábitos. Só por hoje!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Um ano é muito tempo
E o ano chega ao fim!
Mas, e aquelas metas? Planos? É, eu sei...
Em fevereiro escrevi esse post bonitinho contando sobre como meus planos estavam indo de vento em popa e blablablablablablawhiskassachet. E agora com o final do ano, é claro que a gente volta e vê que mais um ano se passou (e eu nem sequer ouvi falar seu nome♪) e no meu caso, as metas não foram alcançadas. Eu não regularizei minhas dívidas, não emagreci, não me tornei uma pessoa organizada.
Isso me lembrou de um dia na aula de inglês do cursinho em que meu professor falava sobre quanto tempo cabe em um ano. A teoria dele sobre o porquê das pessoas desistirem do cursinho é que um ano é muito tempo, muitas coisas acontecem em um ano. E se você parar pra pensar, é verdade.
Por exemplo, nesse último mês eu adquiri mais conhecimento porque decidi estudar sobre um assunto específico e me aprofundar. Isso mudou meu modo de ver muitas coisas, mudou meus planos e objetivos.
Indo mais longe, eu mudei. Hoje eu sou uma pessoa diferente de quem eu era há um ano atrás. Há um ano atrás eu convivia com outras pessoas, tinha outras objetivos, outro grupo de amigos, frequentei uma comunidade cristã e isso me levou a determinadas atitudes diferentes. Hoje eu já não frequento mais essa comunidade, não convivo com as mesmas pessoas, hoje moro com o namorido na casa da mamis, tenho um emprego diferente, tranquei duas faculdades em um ano e ainda não decidi o que vou fazer no próximo ano.
Acho que deu pra entender que o mundo dá muitas voltas em um ano e nossa vida muda, não há nada de errado em mudar, eu sempre tive essa convicção. Hoje estou em um momento mais introspectivo, me envolvendo comigo, me conhecendo psico e fisiologicamente, estou aprendendo o quão mágica é essa casca que nos envolve.
Se eu vou fazer planos para o ano que vem? Mas é claro! Afinal, mesmo que eu mude de caminho de novo, é importante ter uma luz no fim do túnel a percorrer. Sou controladora demais para deixar a vida me levar... ♪
Mas, e aquelas metas? Planos? É, eu sei...
Em fevereiro escrevi esse post bonitinho contando sobre como meus planos estavam indo de vento em popa e blablablablablablawhiskassachet. E agora com o final do ano, é claro que a gente volta e vê que mais um ano se passou (e eu nem sequer ouvi falar seu nome♪) e no meu caso, as metas não foram alcançadas. Eu não regularizei minhas dívidas, não emagreci, não me tornei uma pessoa organizada.
Isso me lembrou de um dia na aula de inglês do cursinho em que meu professor falava sobre quanto tempo cabe em um ano. A teoria dele sobre o porquê das pessoas desistirem do cursinho é que um ano é muito tempo, muitas coisas acontecem em um ano. E se você parar pra pensar, é verdade.
Por exemplo, nesse último mês eu adquiri mais conhecimento porque decidi estudar sobre um assunto específico e me aprofundar. Isso mudou meu modo de ver muitas coisas, mudou meus planos e objetivos.
Indo mais longe, eu mudei. Hoje eu sou uma pessoa diferente de quem eu era há um ano atrás. Há um ano atrás eu convivia com outras pessoas, tinha outras objetivos, outro grupo de amigos, frequentei uma comunidade cristã e isso me levou a determinadas atitudes diferentes. Hoje eu já não frequento mais essa comunidade, não convivo com as mesmas pessoas, hoje moro com o namorido na casa da mamis, tenho um emprego diferente, tranquei duas faculdades em um ano e ainda não decidi o que vou fazer no próximo ano.
Acho que deu pra entender que o mundo dá muitas voltas em um ano e nossa vida muda, não há nada de errado em mudar, eu sempre tive essa convicção. Hoje estou em um momento mais introspectivo, me envolvendo comigo, me conhecendo psico e fisiologicamente, estou aprendendo o quão mágica é essa casca que nos envolve.
Se eu vou fazer planos para o ano que vem? Mas é claro! Afinal, mesmo que eu mude de caminho de novo, é importante ter uma luz no fim do túnel a percorrer. Sou controladora demais para deixar a vida me levar... ♪
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Extremismos
Não sei se isso sempre foi assim, mas desde a onda de protestos que cercou o mundo (e não foi tema de redação do ENEM =p) tenho notado as pessoas extremamente extremistas (pleonasmo, é você!?) de suas opiniões. Isso me chateia um pouco, pois eu esperava que esse grande acesso e circulação de informação levaria as pessoas a abrir um pouco mais seu horizonte e enxergar além do próprio umbigo.
É uma tal de falta de informação pra tudo quanto é lado, pré conceitos escancarados que dá medo.
Confesso que tenho os meus, mas os mantenho em silêncio. Respiro fundo e sigo a vida, porque tem dias que melhor é calar do que discutir pra entender o real motivo da ignorância das pessoas.
Sou muito informada? Não!
Não curto assistir noticiário e de vez em quando dou uma olhada nas notícias pelo Google mesmo, ou pelas páginas de notícias do Face. E logo vem um extremista dizendo que eu sou uma ignorante e como vou fazer a diferença na sociedade se não souber o que tá rolando? Como vou fazer a prova do ENEM se não sei das notícias (e daí eu me preparo e eles me vem com aquele assunto furreca de cinco anos atrás???)
Não assisto novela há uns oito anos, desde que estava no segundo ano do ensino médio. Daí tem as fãs de novela que perguntam como tu vive sem novela? Ou aqueles comentários: Ah, ela é culta! Caraca! Eu tenho vida! Simples assim, só que se eu respondo isso to julgando quem assiste. sqn
Para mim é simples, meu namorido trabalha de segunda a segunda, eu lá vou perder meu precioso tempinho de ficar com ele assistindo novela? Além do que as novelas são tão horríveis e mal escritas quanto 50 tons de cinza (há). Se você leu, você pensou que eu não sei o que to perdendo, né!? Eu sei.
Ok, eu não assistia novela mesmo antes de casar, mesmo antes de estudar a noite e não ter tempo pra nada. E nesses tempos eu ainda tinha coisas melhores pra fazer, escrever, ler, caminhar, enfim.
Ah, também não assito BBB, nem Fazenda. Aliás, desde colocamos TV a cabo lá em casa, não assisto absolutamente nada na TV Aberta, e mesmo a Cabo é muito limitada a programação que eu assisto.
Fora isso eu não sei mais se farei faculdade, começo a pensar na ideia de fazer alguns cursos interessantes (tipo Steve Jobs!? o.O) que eu realmente tenho vontade de concluir e não só por um diploma. E daí mais uma enxurrada de o que será do seu futuro sem um curdo superior?
Honestamente, o futuro do mundo está mudando, até a Emma Watson já entrou pra lista das mais sexy. A forma como as pessoas vêem as coisas está mudando, nosso olhar sobre o mundo está diferenciado.
Mais uma prova é esse movimento pelo parto humanizado que vem crescendo. Sempre achei um absurdo essa história de cesárea eletiva, mamãe pariu 4 monstrinhos naturalmente e maninha pariu dois. Quem sou eu pra julgar quem escolhe fazer uma cesárea? Ninguém! Eu nem tenho filho. Mas não venha me dizer que você acreditou na conversa fiada do seu médico dizendo que era o mais seguro. Como dizem as ativistas: Médicos não são Deuses donos da verdade. Informação vai além.
Posso não assistir o noticiário, mas o que realmente me interessa e tem a ver com a minha vida eu procuro informação, porque ela tá aí gente.
Permitam-se abrir para o novo.
Desliguem a novela e vão conhecer coisas que realmente acrescentem às suas vidas.
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| Daqui |
Não sei se isso sempre foi assim, mas desde a onda de protestos que cercou o mundo (e não foi tema de redação do ENEM =p) tenho notado as pessoas extremamente extremistas (pleonasmo, é você!?) de suas opiniões. Isso me chateia um pouco, pois eu esperava que esse grande acesso e circulação de informação levaria as pessoas a abrir um pouco mais seu horizonte e enxergar além do próprio umbigo.
É uma tal de falta de informação pra tudo quanto é lado, pré conceitos escancarados que dá medo.
Confesso que tenho os meus, mas os mantenho em silêncio. Respiro fundo e sigo a vida, porque tem dias que melhor é calar do que discutir pra entender o real motivo da ignorância das pessoas.
Sou muito informada? Não!
Não curto assistir noticiário e de vez em quando dou uma olhada nas notícias pelo Google mesmo, ou pelas páginas de notícias do Face. E logo vem um extremista dizendo que eu sou uma ignorante e como vou fazer a diferença na sociedade se não souber o que tá rolando? Como vou fazer a prova do ENEM se não sei das notícias (e daí eu me preparo e eles me vem com aquele assunto furreca de cinco anos atrás???)
Não assisto novela há uns oito anos, desde que estava no segundo ano do ensino médio. Daí tem as fãs de novela que perguntam como tu vive sem novela? Ou aqueles comentários: Ah, ela é culta! Caraca! Eu tenho vida! Simples assim, só que se eu respondo isso to julgando quem assiste. sqn
Para mim é simples, meu namorido trabalha de segunda a segunda, eu lá vou perder meu precioso tempinho de ficar com ele assistindo novela? Além do que as novelas são tão horríveis e mal escritas quanto 50 tons de cinza (há). Se você leu, você pensou que eu não sei o que to perdendo, né!? Eu sei.
Ok, eu não assistia novela mesmo antes de casar, mesmo antes de estudar a noite e não ter tempo pra nada. E nesses tempos eu ainda tinha coisas melhores pra fazer, escrever, ler, caminhar, enfim.
Ah, também não assito BBB, nem Fazenda. Aliás, desde colocamos TV a cabo lá em casa, não assisto absolutamente nada na TV Aberta, e mesmo a Cabo é muito limitada a programação que eu assisto.
Fora isso eu não sei mais se farei faculdade, começo a pensar na ideia de fazer alguns cursos interessantes (tipo Steve Jobs!? o.O) que eu realmente tenho vontade de concluir e não só por um diploma. E daí mais uma enxurrada de o que será do seu futuro sem um curdo superior?
Honestamente, o futuro do mundo está mudando, até a Emma Watson já entrou pra lista das mais sexy. A forma como as pessoas vêem as coisas está mudando, nosso olhar sobre o mundo está diferenciado.
Mais uma prova é esse movimento pelo parto humanizado que vem crescendo. Sempre achei um absurdo essa história de cesárea eletiva, mamãe pariu 4 monstrinhos naturalmente e maninha pariu dois. Quem sou eu pra julgar quem escolhe fazer uma cesárea? Ninguém! Eu nem tenho filho. Mas não venha me dizer que você acreditou na conversa fiada do seu médico dizendo que era o mais seguro. Como dizem as ativistas: Médicos não são Deuses donos da verdade. Informação vai além.
Posso não assistir o noticiário, mas o que realmente me interessa e tem a ver com a minha vida eu procuro informação, porque ela tá aí gente.
Permitam-se abrir para o novo.
Desliguem a novela e vão conhecer coisas que realmente acrescentem às suas vidas.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Maníaca Compulsiva
Lembro que uma vez eu li um blog sobre como as mulheres desejam que o homem tenha dupla personalidade (risos). Vou explicar melhor, nós necessitamos que nosso companheiro seja único com a gente, por isso aquela raiva quando ele abre aquele sorriso para uma colega do trabalho, ou quando ele faz todas as amigas (suas e dele) rirem. Convenhamos, meninas, por nós eles nem precisavam ter amigas, não é mesmo!?
Logo que li pensei em mim e poxa vida. Há cerca de dois meses atrás eu fiquei muito braba quando o Ricardo me falou de uma piada que tinha contado para uma colega. Fiquei imaginando como a gente acha legal quando um cara nos faz rir, e como ela devia pensar que ele é legal e etc. Quem nunca?
E conversamos e eu disse a ele que não gostava que ele fosse assim com outras mulheres. Adivinha o que ele respondeu? Sinto muito, mas eu sou assim. Ah, na hora me deu uma raiva.
Claro que na hora me veio na cabeça o tal do blog: Mas ele não entende que eu não quero que ele seja igual comigo e com todas as outras? Que eu preciso ser a única, a mais especial, mais querida, mais linda, bla bla bla. Bobagem!
Pois o fato é que o tempo passa, o tempo voa. Esquecemos dessas picuinhas e seguimos a vida. Mas ontem lá estava eu, viajando na batatinha, quando me dá um estalo! Mas tem um Ricardo que só eu tenho. E tem muito dele que é só pra mim, e ninguém nunca vai ter.
Tem um Ricardo que diz que eu posso fazer tudo o que eu quiser, e que me apóia. Tem um Ricardo que ama me ver sorrir e ser criança comigo. Tem um Ricardo que assiste minhas séries bobas. Tem um Ricardo que fica horas parado esperando por mim em casa, depois do trabalho, nas minhas consultas. Tem um Ricardo que cuida de mim e aceita todos os meus dramas. E tem o Ricardo que deu aquele estalo na minha cabeça. É um Ricardo que eu conheci há alguns meses, e sempre foi muito carinhoso comigo, mesmo que no início a gente pensasse que não ia dar em nada. E ele me surpreendeu quando eu cansada depois de longas horas em uma sala de espera, sentei em um ônibus, e ele em pé ficou acariciando meu cabelo e meu rosto e não saiu de perto um minuto, mesmo que cansado também, até mais que eu. E mesmo cansado ele chegou em casa e montou nossa cama nova, e me levou pra comer gordices. E mesmo cansado todas as noites ele não dorme se não me colocar no seu peito, ou entre seus braços. E ele acorda no meio da noite só pra me puxar pra perto. E me acorda de manhã com um abraço e um carinho. E mesmo atrasado me enche de beijos e atenção.
Lembra amor, quando eu te perguntei se tu seria sempre assim? Tu é mesmo.
Às vezes não vale a pena perdermos tempo com ciuminho e briguinhas à toa. É normal que aconteçam, mas não permitam que elas durem mais que alguns minutos. Esses minutos serão preciosos conforme o tempo passa e nosso tempo encurta. No fim, você vai olhar pra trás e contabilizar todas as noites perdidas por uma simples ervilha debaixo do colchão.
O fato é: se vamos nos entender de qualquer jeito. Se eu quero estar com ele todo o tempo possível, quanto tempo ainda vamos ficar longe por causa de uma bobagem? E quantos carinhos e palavras doces e planos podem ser perdidos nessas noites?
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