Já escrevi outras vezes aqui sobre amizade, sobre amigos e amigas, pessoas que passaram pela minha vida. Pessoas especiais, de qualquer forma.
Mas o que é amizade? Talvez nem eu mesma possa afirmar com certeza.
O que tenho visto por aí são amigos condicionais "sou seu amigo se você for assim", o que me fez pensar que independente de religião, nosso melhor e maior amigo sempre foi e sempre será Deus (se não acreditar n'Ele em que mais?), este amigo não impõe condições para te ter de volta, para te abraçar com amor. Você pode conhecê-lo e deixá-lo de lado, deixar o tempo passar, mas quando voltar, ele estará de braços abertos, ele não vai lhe criticar pelo que você tem feito de errado, não vai te excluir, não vai fofocar com ninguém sobre a sua vida, Ele será simplesmente sincero e você saberá que se seguir o caminho por Ele proposto, muitos serão os frutos em sua vida, e o que passou se foi, você deve apagar.
Os seres humanos não sabem ser assim, os seres humanos julgam, se deixam levar pelo coração que é "desesperadamente corrupto", ferem com palavras, tentam manipular, fofocam, magoam, inventam histórias nunca procurando suas origens ou inverdades, nunca se perguntando o efeito que essas palavras podem causar. Isso me deixa triste, pois muitas pessoas de quem eu muito gostei e pelas quais ainda oro, penso nelas e em sua felicidade, em seus relacionamentos de aparências, em suas acomodações, pessoas de quem eu me afastei por não saberem o real valor de uma amizade, pessoas que nunca viram que eu, enquanto amiga, nunca as critiquei, as influenciei, nunca me intrometi em suas vidas, em suas decisões, nunca decidi o que era melhor para elas pelas suas costas, mas sempre disse que independente de tudo que acontecesse eu estaria ali e se não estive foi porque não fui procurada e hoje após tanto tempo passado, querem retornar, mostrando um grande trunfo, tentando destruir algo do qual não fizeram parte da construção, o qual não sabem com que fundamentos foi construído.
Talvez a minha felicidade não esteja estampada no meu rosto o tempo todo, eu posso não estar gritando aos quatro ventos, mas pode ser apenas porque todas as pessoas que eu conheço que gostam de espalhar seus sentimentos ao vento não os possuem dentro de si e precisam espalhar para se convencer de que são reais, eu mesma já fui assim. Precisei gritar para me convencer de que era feliz, de que era amada, mas não mais, minha vida não é um livro aberto e estou "cansada de tanta caretice, tanta babaquice, essa eterna falta do que falar..."
Em negociação constante, de tudo o que me cerca, compro suas ideias e as transformo...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Voltando de férias...
Em ritmo de volta de férias, com alguns dias bem conturbados e muitos palpites, é isso para vocês!!!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Eu Uso - Para Crescer o Cabelo
Nosso cabelo tem fases de crescimento, você pode reparar que há épocas em que seu cabelo cresce mais rápido e outras parece que não cresce. O meu não é diferente, mas mesmo nas épocas em que cresce mais o crescimento dele naturalmente não me satisfaz e com certeza a descoloração causa a quebra, ou seja, o cabelo cresce normalmente, mas por quebrar muito nas pontas você tem a impressão de não estar crescendo, sem falar no fator psicológico de quando você deseja muito que o cabelo cresça. Gostaria de apresentá-las o Tônico Ativador da Capicilin, não uso vitaminas ou compostos para crescimento dos fios, acho que uma alimentação balanceada e exercícios regulares resolvem a falta de determinadas vitaminas, e esse tônico é realmente muito bom, minha mãe é cabeleireira eu já a vi usando em pessoas com princípio de calvície e resolve mesmo, não que faça crescer cabelo onde não tem mais, não é milagre, mas ele desacelera e algumas vezes chega a cessar a o avanço da calvície. Eu faço o uso intercalando as lavagens porque tenho medo que meu cabelo acostume e não faça mais efeito, e não uso sempre, ele pode ser usado mesmo em quem tem cabelo oleoso – meu cabelo é oleoso na raiz e durante o uso não tem diferença nenhuma na produção da oleosidade. Além de tudo tem um cheirinho suave e gostoso – marido adora – e custa em torno de R$5,00 costumo encontrar em casas de produtos para cabeleireiros, nunca vi em farmácias ou outros locais que vendem cosméticos em geral.
Desabafo
Passei toda a minha vida esperando, esperando para um dia começar a viver. Quando meus pais se separaram eu comecei a esperar, esperava o dia de ir morar com meu pai, o dia em que minha mão pararia de sofrer, o dia em que eu poderia trabalhar, o dia em que terminaria a escola, o dia que eu passasse no vestibular, o dia em que eu pudesse sair de casa, o dia em que eu encontraria alguém especial, o dia em que me sentiria em casa em algum lugar, o dia em que me sentisse encaixada em algum meio, o dia em que eu casaria, teria filhos, seria uma grande executiva, viajaria o mundo, conheceria as artes, seria uma excelente dona de casa, seria mãe, seria ótima decoradora, meu lar fosse o melhor lar do mundo, ou mesmo que fosse um lar. E mesmo que eu alcançasse muitas dessas coisas, nada era suficiente - muitos podem julgar isso bom no sentido de "ohh, ela nunca vai parar e pode alcançar tudo" - mas essa não é a verdade, a verdade é que eu simplesmente tenho esperado por esses acontecimentos, como se eu precisasse disso para viver, para começar a minha vida, como se ela não tivesse começado ainda. Tudo o que alcancei não me foi suficiente, pois sempre sinto que há algo e enquanto eu não alcançar essa algo o mundo trava, nada vai adiante, e minha vida não segue. O que eu espero agora? Qual a próxima coisa a esperar? Porque não fazer acontecer imediatamente? Ninguém vive desse jeito....quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Sonia Gandhi
Significado do nome Sonia: A sábia, mulher ligada à ciência.
Acredito que o nome não lhe serviria melhor, esta mulher consta em 2010 e 2011 na lista de Mulheres mais Influentes do Mundo pela Forbes. Grande influência política na Índia, nora de Indira Gandhi - primeira a ocupar um cargo de chefe no governo indiano, que merece grande notação por seus feitos políticos em um país ainda bastante patriarcal.
Nascida em 9 de dezembro de 1946, na Lusiana, província de Vicenza - Itália, é viúva do filho de Indira, Rajiv Gandhi e Presidente do Partido do Congresso (a mais antiga das organizações políticas na Índia, partido que deteve o poder na maior parte dos governos pós-independência). Casou-se com Rajiv em 1968. Em 2004, após a morte do marido (1991) venceu as eleições indianas, porém preferiu não assumir o cargo de primeira-ministra (cargo já ocupado pela sogra e pelo marido) devido às críticas principalmente sobre sua naturalidade, mas também devido aos anteriores acontecimentos trágicos em sua família e sua posição de mãe.
Ela sempre se dedicou à política por amor ao marido, e mesmo não assumindo o cargo trouxe de volta à Índia valores já esquecidos como a Democracia. Esse post é muito pouco para falar de Sonia, uma verdadeira guerreira italiana nacionalizada indiana em 1968, pouco se fala de sua naturalidade pois esta se portou quase que a vida toda como uma mulher indiana, renunciou a toda sua cultura de origem e adotou a de sua família como sua.
"Fez-se indiana, não porque vista sari ou coma com as mãos, mas sim porque fez tudo o que têm de fazer as mulheres indianas na vida." (Javier Moro) E o que todas as mulheres indianas tem de fazer? Seguir a família do marido, a própria família, isso foi o que fez com que a italiana que odiava política se lançasse nessa como a indiana presidente do maior partido do país, para honrar sua família.
Quanto ao verdadeiro motivo de Sonia não ter aceito o cargo de Primeira Ministra, Javier diz:
"Nunca quis ser primeira-ministra. Quando falei com um familiar dela a pedir uma entrevista, disse-me que não valia a pena. Que Sonia não queria protagonismo. Que estava na política contra a sua própria natureza, só a pensar no destino da família do marido. É uma prisioneira do seu apelido. Prisioneira de um destino. Quando mataram Indira, Rajiv foi obrigado a aceitar o cargo de primeiro-ministro. E quando o comunicou a Sonia, esta começou a chorar. Disse para não fazer, que esse não era o pacto de vida que tinham feito quando se casaram e decidiram viver na Índia. Rajiv explicou-lhe que não havia escolha, que era preciso evitar um vazio de poder. Sonia avisa-o de que um dia também o matarão. O marido diz que o sabe, mas não pode dizer que não. O que é incrível é que esta mulher tenha mudado tanto em nome dos filhos. O que leva às costas não é a República de São Marino, é a Índia."
A quem quer conhecer mais dessa linda história de conquista de uma país patriarcal e cheio de divisões por mulheres tão fortes e sábias, pode buscar o livro O Sari Vermelho de Javier Moro que conta a saga de Sonia, sua história de amor ao marido mesmo após sua morte.
Feliz Dia!
Acredito que o nome não lhe serviria melhor, esta mulher consta em 2010 e 2011 na lista de Mulheres mais Influentes do Mundo pela Forbes. Grande influência política na Índia, nora de Indira Gandhi - primeira a ocupar um cargo de chefe no governo indiano, que merece grande notação por seus feitos políticos em um país ainda bastante patriarcal.
Nascida em 9 de dezembro de 1946, na Lusiana, província de Vicenza - Itália, é viúva do filho de Indira, Rajiv Gandhi e Presidente do Partido do Congresso (a mais antiga das organizações políticas na Índia, partido que deteve o poder na maior parte dos governos pós-independência). Casou-se com Rajiv em 1968. Em 2004, após a morte do marido (1991) venceu as eleições indianas, porém preferiu não assumir o cargo de primeira-ministra (cargo já ocupado pela sogra e pelo marido) devido às críticas principalmente sobre sua naturalidade, mas também devido aos anteriores acontecimentos trágicos em sua família e sua posição de mãe.
Ela sempre se dedicou à política por amor ao marido, e mesmo não assumindo o cargo trouxe de volta à Índia valores já esquecidos como a Democracia. Esse post é muito pouco para falar de Sonia, uma verdadeira guerreira italiana nacionalizada indiana em 1968, pouco se fala de sua naturalidade pois esta se portou quase que a vida toda como uma mulher indiana, renunciou a toda sua cultura de origem e adotou a de sua família como sua.
"Fez-se indiana, não porque vista sari ou coma com as mãos, mas sim porque fez tudo o que têm de fazer as mulheres indianas na vida." (Javier Moro) E o que todas as mulheres indianas tem de fazer? Seguir a família do marido, a própria família, isso foi o que fez com que a italiana que odiava política se lançasse nessa como a indiana presidente do maior partido do país, para honrar sua família.
Quanto ao verdadeiro motivo de Sonia não ter aceito o cargo de Primeira Ministra, Javier diz:
"Nunca quis ser primeira-ministra. Quando falei com um familiar dela a pedir uma entrevista, disse-me que não valia a pena. Que Sonia não queria protagonismo. Que estava na política contra a sua própria natureza, só a pensar no destino da família do marido. É uma prisioneira do seu apelido. Prisioneira de um destino. Quando mataram Indira, Rajiv foi obrigado a aceitar o cargo de primeiro-ministro. E quando o comunicou a Sonia, esta começou a chorar. Disse para não fazer, que esse não era o pacto de vida que tinham feito quando se casaram e decidiram viver na Índia. Rajiv explicou-lhe que não havia escolha, que era preciso evitar um vazio de poder. Sonia avisa-o de que um dia também o matarão. O marido diz que o sabe, mas não pode dizer que não. O que é incrível é que esta mulher tenha mudado tanto em nome dos filhos. O que leva às costas não é a República de São Marino, é a Índia."
A quem quer conhecer mais dessa linda história de conquista de uma país patriarcal e cheio de divisões por mulheres tão fortes e sábias, pode buscar o livro O Sari Vermelho de Javier Moro que conta a saga de Sonia, sua história de amor ao marido mesmo após sua morte.
Feliz Dia!
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